Acreditem que Eleutério,foi bailar lá por Bagé, na casa do Desidério, um velho
amigo de fé.
Lá se foi o penitente pra Rainha da Fronteira, que
dizem ter boa gente,e muita moça solteira.
De vereda na chegada, se rechegou no balcão,
onde havia uma peonada, com caras de lampião .
Como é de má bebida, já foi bem recomendado,
que não ia ter guarida, se ficasse emborrachado.
Encontrou logo em seguida,com o olhar de uma guria, só que era comprometida, e já
deu pancadaria .
Mal chegando a meia noite,o surungo começou
não te mete,não te afoite ,o amigo lhe alertou.
Eleutério no entanto,de cachaça já tomado, foi empurrado pra um canto, saindo de lá sovado.
Se o cara está sem sorte,tudo isso
acontece, por nada encontra a morte, antes que o baile comece.
Apanhou o desgraçado,pois bateram pra valer, saiu todo estropiado, só pensava
em correr.
Tapado de judiaria,conseguiu sair do canto
Por causa de uma guria, nunca vi apanhar tanto!
Se despediu do amigo, subindo no alazão
Disparando do perigo,se embrenhou na escuridão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário