Chega o amor ardente como o sol de verão,
queimando suave a pele,
fazendo do toque, canção.
Veste-se em cores e perfumes,
como um jardim em floração,
é primavera que desperta
os sonhos do coração.
Mas é também mistério leve,
vento que não pede licença,
vem como brisa florida
e parte sem pedir licença.
E então se torna inverno
frio, distante, calado,
um silêncio que congela
o que antes era incendiado.
Depois renasce em outono,
no gosto doce e maduro,
frutas que aquecem a alma,
promessas de um futuro.
Há no ar cheiro de laranjeira,
lembrança de um beijo final,
néctar que fica na boca
como um eco celestial.
Entre estações, o amor passa,
deixando marcas e emoções,
gravando na pele do tempo
as mais intensas sensações.
E quando parte, em silêncio,
sem despedida ou explicação,
fica um nó na garganta
e saudade no coração..

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