Há um tempo em que a vida cabe inteira numa tarde,
numa boneca sem um braço,
num carrinho de madeira,
numa poça d’água refletindo nuvens,
que a criança acredita poder tocar.
Os olhos pequenos descobrem o mundo
como quem abre um presente divino.
Tudo é encanto.
Tudo é eterno.
E o medo maior,
é apenas a noite apagar as brincadeiras.
E no amanhecer a poça d’água secar, o Sol não aparecer e as nuvens esconderem o azul do céu.
Pondo fim nesta fase tão linda de criança, dando espaço a os jovens inquietos e descontentes, que não conseguem mais ver o mundo numa poça d’água.

Nenhum comentário:
Postar um comentário