No começo, eram encaixes perfeitos
Cada palavra a outra se edequava
Depois os versos foram sendo desfeitos
E nada mais na poesia se alinhava.
Haviam sonhos, planos, promessas
Mas sem motivos, tudo se desalinhou
E tudo aquilo que parecia uma festa
De repente, em tortura se transformou.
Os versos, sonhos, de uma vida planejada
Seguiu um rumo que ninguém programou
Os planos desfeitos, não sobrando nada
E a poesia, nunca se completou.
Busca-se fogo nas cinzas apagadas
Remexendo feridas ,só pra ver sangrar
Tentando rimas pra frases inacabadas
De uma poesia que nunca vai terminar.
Maria Cezar

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