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terça-feira, 4 de agosto de 2020

A moça da Boate Azul 2



Carine, a dançarina  misteriosa, tinha na boate a função de fazer o show de Poli Dance. Era uma  mulher realmente de tirar o fôlego ainda vestida,imagina quando se apresentava com uma minúscula tanga vermelha perfeitamente ajustada ao corpo? Era sem dúvidas, uma visão que provocava suspiros até nas mulheres, tal era a beleza! Chegava numa penumbra fumacenta,tendo como plano de fundo,uma tênue luz amarelada, que lhe favorecia pra realçar as lindas madeixas louras,que ainda há  pouco, ao entrar na boate, estavam presos num elegante coque. Não parecia ser a mesma mulher,porém era,  e no Poli Dance ninguém se saia melhor! Quando  entrava, ostentando apenas uma capa de renda preta brilhante, era como se as portas do céu se abrissem e um anjo
 aparecesse. E ao som da música erótica, abria a capa, deixando-a cair aos pés e jogavava-a pra longe com a pontinha  do sapato de saltos vermelho altíssimo. A seguir, dava um show  de profissionalismo e erotismo,  onde só o que se ouvia era a música. Ao terminar, era uma verdadeira explosão, pois além da exuberante plástica, exibia um sorriso que jamais alguém poderia esquecer. Tratava a todos com respeito, até os mais afoitos ,que ao término do espetáculo,jogavam dinheiro e queriam toca-la . Sorrindo agradecia  vestindo a capa ,fazia uma graciosa reverência e sumia atrás do cortinado de cetim azul. O espetáculo era algo magico, indescritível  a quem nunca assistiu. Em menos de meia hora , pela porta dos fundos,  na mesma que entrou, saia aquela  linda mulher, vestida com a elegância, discrição  e charme de uma dama e subia a viela escura,com seus passos firmes e cadenciados, próprios  de uma mulher que sabe se comportar, em cima de sapatos tão altos. Segue pelas vielas e becos,cheios de bares noturnos, com um elegante vestido verde  água, sapatos preto e bege com uma bolsa combinada. A figura  é tão marcante, que ninguém se  atreve a largar um gracejo; apenas se deliciam com o perfume que ela deixa no ar. São  incontáveis os pares de olhos que acompanham-na até a pesada porta de madeira, onde ela desaparece  para ,no dia seguinte  promover outro espetáculo  de tamanha magnitude. A curiosidade no olhar  de cada um é  visível, parece estar escrito em suas testas , " quem será o felizardo ,que atrás desta porta ,terá nos braços,  a "moça  da Boate Azul ?"


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