Carine, a dançarina da boate azul, após aquela noite de amor em seu apartamento, amanheceu só. Acordou com o Sol,batendo em seu corpo ainda nú,porém em seu quarto,pois Antunes deixou-a em sua cama antes de sair. Era sábado, dia de folga na boate e havia decidido ainda se iria até a casa de campo. Levantou-se, passou um café e com a xícara entre as duas mãos, sorveu devagar aquele líquido quente que a revigorou. Olhou a sua volta, e só viu as quatro paredes do velho apartamento, e a vista da rua silenciosa, através da janela da frente onde se encontrava. Tomou uma decisão:"-vou até a fazenda pra passar um fim de semana junto a natureza "! Ligou pra mãe falou com seus filhos e foi tomar um banho e saindo deste, partiu pra escolha da roupa adequada pra aquele momento. Uma calça jeans, uma camisa branca , botas estilo cowboy e pra completar o charmoso look, um lenço de seda jogado sobre os ombros, e os óculos de Sol , fizeram-na se olhar e aprovar a imagem refletida no espelho. Vestiu-se com muita calma, sentindo-se leve.
Apanhou uma bolsa estilo mochila, colocou alguns objetos pessoais, chamou um UBER e partiu. Chegando ao seu destino, conforme endereço recebido do namorado, ela pediu que o motorista deixasse-a , antes do portal de entrada pois queria surpreende-lo. Dispensou o carro e seguiu a pé o pequeno percurso embaixo de um Sol muito quente. As sombras dos eucaliptos com aquele perfume silvestre, começaram a despertar-lhe efeitos afrodisíacos. Queria logo encontrar Antunes e foi abrindo as porteiras com muita habilidade pois apesar da aparência frágil, conhecia bem a atividades de uma fazenda . Saiu de casa muito cedo, mas sentia saudades daquilo tudo. Ultrapassou a última cancela e sentiu o frio do arvoredo, que ocupava boa parte do terreno, que circundava a casa rústica e sem luxo que se via logo a frente. Foi avançando para ver onde estava o jovem e não demorou pra avista-lo, usava apenas uma bermuda ,deixando o tórax de fora. O corpo suado pois cortava lenha de machado e ao avista-la colocou no chão e apoiou o cotovelo no cabo, tendo assim uma visão perfeita de Carine que ali chegava . Mais uma vez encantou-se com tamanha beleza e aquele sorriso indiscritivel . Aproximou-se tomando-a nos braços e Carine sentiu aquele cheiro masculino de suor, misturado com uma espetacular dosagem de hormônios que caracterizavam aquele odor tão marcante. Ao sentir o corpo do amante todo suado,assim tão próximo, ela estremeceu e ele sentiu toda a reação do seu corpo que parecia vibrar. Fazia calor, muito calor, e suas peles queimavam, de calor e de paixão. Logo adiante o lago estava convidativo e ele tomou-a nos braços e entre prolongados beijos levou-a até a água e ali despiu-a. Carine sentia o gelado da água em seu corpo, misturado ao calor do momento. As mãos, o corpo,os braços de Antunes se movimentaram com a maestria dos bons amantes. O rapaz completava-a em suas mais insanas fantasias e nesse ritual louco eles explodiram seus desejos ,ali mesmo no lago! E na pequena Cachoeira que convidava-os a um banho, Carine e Antunes molharam-se, e ele admirou-a assim; de cabelos molhados,totalmente entregue aos prazeres do amor. Eram quase meio dia e estavam exaustos de tanto fazer amor. Vestiram-se e seguiram pro rancho pra comerem alguma coisa e a tarde irem cavalgar pela fazenda. Chegando, Antunes propôs-lhe irem até as cocheiras para escolher as suas montarias,
para o passeio. E ao chegar, Carine já avistou um cavalo alazão, de uma beleza ímpar e o animal parece que sentiu aquele olhar de admiração, pois relinchou sacudindo sua pomposa crina! Antunes a tudo assista sem ação, pois o cavalo que havia escolhido pra ela, era um velho preencherão, já quase aposentado, manso como um carneirinho. Carine sorriu e piscou o olho para alazão, que garboso retribuiu o gesto,numa espécie de dança, onde se exibia faceiro.
Foram pra casa e a tarde retornaram para a cavalgada. Carine numa demonstração de habilidade, subiu no cavalo com a destreza de uma amazonas e seguiu, em uma elegante disparada que mais era um desafio ao companheiro que estava ali, encantado com aquele conjunto : mulher e cavalo pois ambos, eram a perfeição da beleza! Aceitando o desafio,formaram uma disparada pelos campos floridos, até que exaustos caíram na relva fresca e se amaram ,outra vez ,ali mesmo e sob a guarda dos cavalos que pastavam logo adiante ,como se dessem cobertura.

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