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terça-feira, 4 de agosto de 2020

A moça da Boate Azul 4



Carine, a dançarina da boate azul, após aquela noite de amor em seu apartamento, amanheceu  só. Acordou com o Sol,batendo em seu corpo ainda nú,porém em seu quarto,pois Antunes  deixou-a em sua cama   antes de sair. Era sábado, dia de folga na boate e havia  decidido ainda se iria até a casa de campo. Levantou-se, passou um café  e com a xícara entre as duas mãos, sorveu devagar aquele líquido quente que a revigorou. Olhou  a sua volta, e só viu as quatro paredes do velho apartamento,  e a vista da rua silenciosa, através  da janela da frente onde se encontrava. Tomou uma  decisão:"-vou até a fazenda pra passar um fim de semana junto a natureza "! Ligou pra mãe falou com seus filhos e foi tomar um banho e saindo deste, partiu pra escolha da roupa  adequada  pra aquele  momento. Uma calça jeans, uma camisa  branca , botas estilo  cowboy e pra completar  o charmoso  look, um lenço  de seda jogado sobre os ombros,  e os óculos de Sol , fizeram-na se olhar e aprovar  a imagem refletida no espelho. Vestiu-se com muita calma, sentindo-se leve.
Apanhou uma bolsa estilo mochila, colocou alguns objetos pessoais, chamou um UBER e partiu.  Chegando  ao seu destino, conforme  endereço recebido do namorado, ela pediu que o motorista deixasse-a , antes do portal  de entrada pois queria surpreende-lo. Dispensou o carro e seguiu a pé o pequeno  percurso embaixo  de um Sol muito quente. As sombras  dos eucaliptos com aquele  perfume silvestre, começaram a despertar-lhe efeitos afrodisíacos. Queria logo encontrar Antunes e foi abrindo as porteiras com muita habilidade pois apesar da aparência  frágil, conhecia  bem a atividades  de uma fazenda . Saiu de casa muito  cedo, mas sentia  saudades daquilo tudo. Ultrapassou  a última cancela e sentiu o frio do arvoredo, que ocupava boa  parte  do terreno, que circundava  a casa rústica e sem luxo que se via logo a frente.  Foi avançando para ver onde estava o jovem e não demorou pra avista-lo, usava apenas uma bermuda ,deixando  o tórax  de fora. O corpo suado pois cortava lenha de machado e ao avista-la colocou no chão e apoiou o cotovelo no cabo, tendo assim uma visão perfeita de Carine que ali chegava . Mais uma vez encantou-se com tamanha beleza  e aquele sorriso  indiscritivel . Aproximou-se tomando-a nos braços e Carine  sentiu aquele cheiro masculino de suor, misturado com uma espetacular dosagem de hormônios que caracterizavam aquele odor tão marcante. Ao sentir o corpo do amante todo suado,assim tão próximo, ela estremeceu  e ele  sentiu toda a reação  do seu corpo que parecia vibrar. Fazia calor,  muito calor, e suas peles queimavam, de calor e de paixão.  Logo  adiante o lago estava convidativo e ele tomou-a nos braços e entre prolongados beijos levou-a até  a água  e ali despiu-a. Carine sentia o gelado da água em seu corpo, misturado ao calor do momento. As mãos, o corpo,os braços de Antunes  se  movimentaram com a maestria  dos bons amantes. O rapaz completava-a em suas mais insanas fantasias e nesse ritual  louco eles explodiram  seus desejos ,ali mesmo no lago! E na pequena  Cachoeira que convidava-os a um banho, Carine  e Antunes molharam-se, e ele  admirou-a assim; de cabelos  molhados,totalmente entregue aos prazeres do amor. Eram quase meio dia e estavam  exaustos de tanto fazer amor. Vestiram-se e seguiram  pro rancho pra comerem alguma coisa e a tarde irem cavalgar pela fazenda. Chegando,  Antunes propôs-lhe  irem até as cocheiras para escolher as suas montarias,
 para o passeio. E ao chegar, Carine  já avistou um cavalo alazão, de uma beleza ímpar  e o  animal parece que  sentiu aquele olhar de admiração, pois relinchou sacudindo sua pomposa  crina! Antunes a tudo assista sem ação, pois o cavalo que havia escolhido pra ela, era um velho  preencherão, já quase  aposentado, manso como um carneirinho.  Carine sorriu e piscou o olho para alazão, que garboso  retribuiu o gesto,numa espécie  de dança, onde se exibia faceiro.
Foram  pra casa e a tarde retornaram para a cavalgada.  Carine numa demonstração  de habilidade, subiu no cavalo com a destreza de uma amazonas e seguiu, em uma elegante disparada que mais era um desafio ao companheiro  que estava ali, encantado com aquele conjunto : mulher e cavalo pois ambos, eram a perfeição da beleza!  Aceitando o desafio,formaram uma disparada pelos campos floridos,  até que exaustos caíram na relva fresca e se amaram ,outra vez ,ali mesmo e sob a guarda dos  cavalos que pastavam logo adiante ,como se dessem cobertura.


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