Velhos tempos
Um aperto de saudade às vezes bate silente
Machucando muito a gente no mais profundo do peito
Não posso saber direito o por que destas lembranças
De lá dos tempos de infância que ainda sinto os efeitos.
Os bailinhos de garagem, onde olhares se cruzavam
Romances acalentavam, não se formavam por medo
Paixões vividas, segredos, em que a falta de coragem
Tornava tudo miragem, virava tudo um brinquedo.
Horas de pura magia, esses olhares furtivos
às vezes hoje ainda vivo, e sinto doce emoção
O fundo do coração carrega ainda saudade
Não termina nem com a idade, embora pura ilusão.
O tempo, que tudo leva, esses amores levou
Nenhum se concretizou, ficaram no anonimato.
Pensando agora nos fatos só recordo com carinho
Vou refazendo os caminhos através deste relato.

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