A vida de um peão em toda a lida diária
São os olhos do patrão porém muito solitária.
Chegado o fim do dia, é hora de descansar
Nas noites de invernia começa a relembrar
Do seu pai que lhe dizia " saber não ocupa lugar"
Vai precisar disso um dia, eu posso te afirmar.
Canta versos da sua terra com saudades da família
Lembra de cima de serra quando tocava a tropilha.
E com o corpo cansado depois de se alimentar
Meio triste e desacorçoado trata de ir se deitar.
Adormece nos pelêgos sem ter uma companheira
Pra lhe fazer uns chamêgos e falar umas besteiras.
Maria Cezar POA /RS

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