Recordações
Revoluteiam na mente, as saudades e as lembranças
Dos belos tempos de infância, com nuances coloridas
São imagens escondidas, que voltam no pensamento
Trazendo a todo o momento, nacos de coisas da vida.
Refazendo o que cruzou, em um passado distante
Procuro levar adiante, antigas evocações
Assomam como razões, de um tempo há muito já ido
Que no passado perdido, só me deixou ilusões.
Tantas vivências ocultas, voltando assim num repente
De coisas que antigamente, me deram felicidade
E hoje são só saudades, cortam como fio de adaga
A memória não apaga, mesmo com o correr da idade
Recordo das pescarias, nas tardinhas de verão
Ao pé do salso chorão, sentado a beira da sanga
Passando horas sem zanga, tentiando um jundiá ou pintado
Sem me parar preocupado, com os cortes das japecangas
Com meu bodoque atrevido, me embrenhava mato adentro
Sem medo de ir até o centro, bodoquiando passarinhos
Sabiás, curiós, canarinhos, até tico-tico e gralhas
João bobos, rabos de palha, corruíra e celeirinhos.
Era bonito se ver, a passarada cantando
Sozinhos ou mesmo em bandos, abrilhantando a floresta
Voando em constante festa, animando a natureza,
Mas hoje apenas tristeza, desta lembrança me resta.
Os bandos de papagaio, sempre fazendo algazarra
Cruzando os ares em farra, alegrando a amplidão
É doce recordação, que na minha mente carrego
E as vezes tira o sossego, e a calma do coração.
Maria Cezar-POA-RS e Lori Schiavo-São Nicolau-RS
Todos os direitos reservados aos autores.

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