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domingo, 8 de março de 2026

Defensores da terra

 Vou cantar com a voz do peito

A história de um lugar

De um povo que fez o destino

Pelas mãos de quem sabe amar

As raízes de sua terra

E o direito de lutar.


​A herança não é de ouro

Nem joia de alto valor

É o sangue que rega o chão

No calor do seu suor

De quem enfrentou o medo

Sem nunca baixar o rigor.


​A liberdade foi meta

Buscada na escuridão

Pois gente que nasce livre

Não aceita a servidão

Transforma a própria revolta

Em semente no sertão.


​Pelejaram contra o jugo

Com a força da união

Eram vozes como trovão

E passos fortes no chão 

Só é dono da sua alma

Quem sustenta o próprio pão!


​O amor por nossa raiz

É o que nos faz caminhar

É o nó que ninguém desata

É o brilho do nosso olhar

Pois quem conhece o passado

Sabe onde quer chegar.


​Honramos cada guerreiro

Que a vida entregou ao chão

Sua luta virou bandeira

Sua história, uma lição

Pois liberdade é o fruto

Da nossa afirmação.


O solo guarda o segredo

Da planta que não morreu

O tronco que enfrentou o medo

E o tempo não esqueceu

Vieram ventos de guerra

Tentando a voz calar

Mas quem pertence a essa terra

Ninguém pode desterrar!

​

O aço tentou o açoite

A sombra buscou o fim

Mas a estrela riscou a noite

E o povo disse: "Sim!"

Lutamos por cada palmo

De sonho e de dignidade

O mar que era calmo

Virou onda de liberdade!

​

É o sangue na veia, é a seiva no chão!

Nossa raiz , é nossa revolução!

Povo que luta, que honra o lugar

A liberdade é o nosso altar!


Não é herança de papel

É herança de coragem

O céu é o meu chapéu

A luta é minha paisagem!


Pisa forte nesse chão...

Pisa forte, meu irmão...

Nossa história é o que nos faz!

Liberdade, nunca mais fica  pra trás!

​A terra guarda o grito que o tempo não calou,

Nas dobras do horizonte, o rastro de quem constrói,

Pois onde o pé pisa, o antepassado plantou

A chama da coragem que o medo não destrói.


​Nossas raízes não são, apenas madeira e chão,

São nervos expostos  de quem não se curvou,

É o amor que floresce em plena negação,

E o direito sagrado que a foice não cortou.


​Lutaram com o peito, com o verso e com a mão,

Erguendo barricadas de sonho e de verdade,

Pois sabiam que a vida é uma vã negação.


Se não houver no horizonte o Sol da liberdade.

​Não é só saudade, o que bate no peito agora

É o eco dos tambores, o rufar da rebeldia

É saber que a aurora que brilha lá fora

Foi forjada no aço de quem não se rendia.


​Honramos o nome, o sotaque e a cor,

A herança bendita que o vento não leva,

Pois quem ama a raiz, transforma a sua dor

Na luz mais bonita que vence qualquer treva.


​Um povo que esquece de onde veio, perde o mapa para saber onde quer chegar.


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