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sábado, 7 de março de 2026

Para as mulheres refletirem no seu dia. ​O silêncio que grita


​Entre quatro paredes, 

o eco é de medo,

onde o lar deveria ser porto e abrigo.

O golpe no corpo guarda um segredo,

E o carrasco, por vezes, dorme ao lado, como amigo.

A mão que afaga é a mesma que fere,

Em um ciclo vicioso que a alma consome;

A história se cala, a dor se interfere,

Enquanto o respeito, se apaga no nome.

​Direitos escritos em tintas de gelo,

Promessas de amparo que o vento desfaz.

A lei se apresenta, mas falta o zelo,

E a vítima espera a justiça e a paz.

São medidas de papel, muros de vento,

Onde a proteção, é um rito atrasado;

Enquanto a estrutura ignora o lamento,

O agressor caminha, impune liberado.

​Não basta o artigo, a norma ou o rito,

Se o acolhimento é frio e descrente.

É preciso ouvir, o que corre no grito,

E ver a mulher, como um ser existente.

Menos "mínimo" e mais dignidade,

Menos burocracia, e mais proteção

Pois a vida não espera, a boa vontade

De quem legisla, sem ter compaixão.

​Erguemos a voz, pelo fim da mordaça,

Pela mão estendida, que não vai julgar.

Que a força da lei, não seja fumaça,

Mas chão de concreto, para se caminhar.

Pelo direito de ser, de ir e de vir,

Sem que o gênero dite o destino e a dor

Para que a mulher possa enfim existir,

Sob o manto do zelo, e o escudo do amor.



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