As manhãs de primavera, chegavam como tesouro,
O sol entrava sem bater, vestindo o chão de ouro.
O orvalho ainda brilhava, nas folhas do pomar,
E a vida era o gesto simples, de apenas caminhar.
Frutas colhidas no pé, com o doce que a terra dá;
Goiaba, manga e o tempo, que insistia em não passar.
Havia uma pureza, nas cachoeiras de cristal,
Onde a alma se lavava, de qualquer sombra de mal.
Maria Cezar-POA-RS

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