Busca a inspiração, no brilho do Sol
E no clarão farto, do dia que vem
O verso só nasce, no nó do lençol,
Na falta do abraço, de quem já não tem.
A tinta é o rastro de um pranto contido
Que escorre no papel, feito cicatriz
Pois só se decifra, o amor já perdido,
Quem busca no abismo, o que o fez infeliz.
O coração partido, é a musa constante,
A solidão dita, o ritmo e o tom
O poeta é um náufrago, um eterno errante,
Que faz do silêncio, o seu único som.
Se a alma está leve, a rima emudece,
O peito em paz, não precisa falar
Pois a poesia, é a prece que tece
Quem usa a ferida, para se curar.
Maria Cezar-POA-RS

Nenhum comentário:
Postar um comentário