Teu nome era um segredo escrito no caderno
O primeiro amor tinha cheiro de chuva e de espera
A gente achava que o nosso maio era eterno
E que a vida não passava daquela primavera.
E agora o futuro é um mar que ninguém mapeou
Cada um num barco, tentando não naufragar
O destino é um rascunho que o vento bagunçou
Mas a saudade é o cais onde eu insisto em encostar.
A amizade era o pão dividido no fim do dia
As promessas de nunca deixar o grupo morrer
Mas a vida é um trem que não avisa a ferrovia
E a gente cresce... sem querer perceber.
Cada amigo levou um pedaço do que eu era:
Um levou a piada que só a gente entendia
Outro levou os planos, a coragem, a quimera
E deixou no lugar esse vácuo que o tempo fia.
E agora o futuro é um mar que ninguém mapeou
Cada um num barco, tentando não naufragar
O destino é um rascunho que o vento bagunçou
Mas a saudade é o cais onde eu insisto em encostar.
Ainda sinto o gosto doce daquele tempo
Onde a única incerteza era o sinal de saída
A gente era gigante, o resto era só momento
A gente era a própria vida.

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