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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Anjos de jaléco


Quando a dor bate à porta da emergência, e o medo se espalha no olhar aflito,

há mãos que se estendem em silêncio, fazendo do cuidado, um sagrado rito.


São os enfermeiros dos hospitais e de Pronto Atendimentos ,guardiões das horas mais difíceis da existência, recebem o acidentado, o enfermo, o desesperado, e oferecem coragem, acolhida e paciência.


Chegam pessoas de toda ordem e história,

trazendo no corpo feridas e no peito aflição, e eles, com ciência, carinho e respeito,

buscam estabilizar a mente e o coração.


São homens e mulheres de almas generosas, que atravessam a noite sem reclamar, enclausurados em Centros de Acolhida,

aprendem a chorar por dentro, e por fora a consolar.


Cuidam de todos os gêneros e de todos os gênios, do humilde ao importante, do anônimo 

ao conhecido,pois diante 

da dor não existe diferença,

todo ser humano merece ser ouvido.


São pais e mães que deixam seus filhos dormindo,filhos que se afastam dos braços do lar,

maridos e esposas que oferecem seu tempo

para que outras vidas possam continuar.


Entregam horas preciosas de sua existência,

renunciam ao descanso, ao convívio e ao lazer;

e fazem da profissão uma missão de amor,

um verdadeiro sacerdócio de viver.


Quando a madrugada parece interminável e a esperança insiste em se apagar,lá estão eles, 

firmes, vigilantes,

com um gesto capaz, de nos reanimar.


Benditos sejam esses anjos de jaleco,

que transformam o cansaço em dedicação, pois quem cuida de um corpo ferido

também derrama remédio no coração.


E se a vida é um dom divino, tão precioso, há quem a proteja com extrema grandeza e valor:

os enfermeiros, heróis de cada plantão,

que fazem do cuidado, a mais bela forma de amor.



Maria Cezar-POA-RS 



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