Quando a dor bate à porta da emergência, e o medo se espalha no olhar aflito,
há mãos que se estendem em silêncio, fazendo do cuidado, um sagrado rito.
São os enfermeiros dos hospitais e de Pronto Atendimentos ,guardiões das horas mais difíceis da existência, recebem o acidentado, o enfermo, o desesperado, e oferecem coragem, acolhida e paciência.
Chegam pessoas de toda ordem e história,
trazendo no corpo feridas e no peito aflição, e eles, com ciência, carinho e respeito,
buscam estabilizar a mente e o coração.
São homens e mulheres de almas generosas, que atravessam a noite sem reclamar, enclausurados em Centros de Acolhida,
aprendem a chorar por dentro, e por fora a consolar.
Cuidam de todos os gêneros e de todos os gênios, do humilde ao importante, do anônimo
ao conhecido,pois diante
da dor não existe diferença,
todo ser humano merece ser ouvido.
São pais e mães que deixam seus filhos dormindo,filhos que se afastam dos braços do lar,
maridos e esposas que oferecem seu tempo
para que outras vidas possam continuar.
Entregam horas preciosas de sua existência,
renunciam ao descanso, ao convívio e ao lazer;
e fazem da profissão uma missão de amor,
um verdadeiro sacerdócio de viver.
Quando a madrugada parece interminável e a esperança insiste em se apagar,lá estão eles,
firmes, vigilantes,
com um gesto capaz, de nos reanimar.
Benditos sejam esses anjos de jaleco,
que transformam o cansaço em dedicação, pois quem cuida de um corpo ferido
também derrama remédio no coração.
E se a vida é um dom divino, tão precioso, há quem a proteja com extrema grandeza e valor:
os enfermeiros, heróis de cada plantão,
que fazem do cuidado, a mais bela forma de amor.
Maria Cezar-POA-RS

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