Cada gole de mate que tomo, me acalma
Lembro o frio dos pampas soprando lá fora,
E dentro do rancho, o fogo aquecendo a alma.
No rastro do chimarrão, vai passando as horas
Histórias se entrelaçam com a calmaria.
Mexem com o gaúcho, forte e altivo,
Que traz a tradição no sangue e no coração.
Sua prenda, companheira de vida,
Com ternura cultiva a emoção.
Os cães fiéis, guardiões da morada,
Companheiros de lidas e madrugadas.
Observam silenciosos a roda de prosa,
Entre sorrisos e as lembranças de outrora.
A saudade do chão deixado para trás,
Desejo de retorno que nunca se apaga.
Mas no calor do abraço e das mateadas
A esperança se renova e a paz se refaz.
Cada objeto, uma memória guardada,
Uma herança de gerações passadas.
Aconchego e simplicidade se encontram,
Nesse rincão onde a tradição se faz morada.
Maria Cezar POA-RS

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