No olhar, repousa a saudade;
no coração, mora a dor.
Na alma, a inquieta angústia;
na mente, lembranças de amor.
Saudades... de quê, afinal?
Por que guardar tanta dor?
Para que serviria a angústia
se ela nos rouba o valor?
A saudade é companheira
dos que aprenderam a amar;
a dor, quando acolhida,
também consegue passar.
A angústia pede silêncio,
pede tempo e oração;
e as lembranças, quando boas,
trazem paz ao coração.
Não permitas que a saudade
aprisione o teu viver;
abre espaço à esperança,
deixa a luz renascer.
Dissipa a dor do teu peito,
deixa a alma florescer;
cada amanhecer renova
a coragem de viver.
E das tantas lembranças
que o tempo te concedeu,
guarda apenas as mais belas,
as que o amor escreveu.
Pois a vida segue adiante,
com seus dias de esplendor;
quem cultiva a paz na alma
colhe os frutos do amor.
Maria Cezar – POA-RS

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