Eu vi um mundo bonito,
que minha mente idealizou;
e nele ela colocou
coisas lindas, coloridas.
Lá não havia violência,
nem gente triste ou sofrida;
era tudo tão bonito,
quase uma terra escolhida.
Ruas limpas, gente alegre,
vivendo em comunhão;
e, dentro da minha mente,
não havia aflição.
Velhos, crianças, animais,
todos tinham alimento;
reinavam paz e esperança,
alegria e acolhimento.
Não se viam menores nas ruas,
nem animais abandonados;
idosos e especiais
eram sempre respeitados.
Vi um mundo diferente,
com mulheres respeitadas;
podiam andar livremente,
sem jamais serem violentadas.
Não existia disputa,
nem tanta enganação;
governantes trabalhavam
somente pela nação.
O povo recebia, enfim,
o retorno da eleição;
o voto era respeitado,
cumpria sua missão.
Não existiam diferenças
pela cor ou posição;
todos tinham os mesmos direitos,
tratados como irmãos.
Vi negros diplomados,
sem precisar exaltação;
pois a cor da pele nunca
define a formação.
O estudo era coletivo,
sem qualquer distinção;
bastava apenas estudar,
essa era a condição.
Vi parques cheios de vida
e hospitais quase vazios;
menos carros pelas ruas,
mais pessoas nos caminhos.
Iam e vinham do trabalho,
sempre a se exercitar;
e a saúde florescia
em cada novo caminhar.
As doenças não existiam;
as que ainda resistiam
foram, aos poucos, desaparecendo,
sem forças para continuar.
Mas tudo se dissipou
quando o dia clareou...
Percebi, então, com tristeza:
eu estava apenas sonhando.

Nenhum comentário:
Postar um comentário