Se o mundo é de pedra e o riso é escasso,
Eu faço do peito, um novo compasso.
Se as pessoas se perdem em cercas e muros,
Eu acendo a vela nos becos escuros.
A frustração foi o mestre severo,
Que me ensinou o que eu sinto e o que espero.
Já que o perfeito era apenas miragem,
Eu sigo com o possível em minha bagagem.
Desejo dias de Sol mais constantes,
De abraços inteiros, de olhos brilhantes.
Não quero a cegueira de quem não vê o mal,
Mas a força de quem, no caos, é o quintal.
Onde o outro é humano e o erro é aceito,
Onde a vida se ajeita dentro do peito.
Viver dias melhores é um pacto, um ensaio
É ser, entre as nuvens, o primeiro raio.
Maria Cezar-POA-RS

Nenhum comentário:
Postar um comentário