"Aqui só estamos de visita, de passagem.Viemos observar, aprender, crescer,amar e voltar pra casa.

Minha foto
Um ser eternamente em busca do lugar ideal, do momento certo e da oportunidade perfeita...

sábado, 22 de agosto de 2026

Velho casarão

 Velho Casarão 


Por trás das paredes gastas,

que o tempo soube vencer,

moram lembranças antigas

que jamais irão morrer.

Cada canto guarda histórias

que o silêncio faz brotar;

quem contempla tua ruína

ouve o passado falar.

Velho e nobre casarão,

companheiro de gerações,

foste abrigo e esperança,

berço de muitas emoções.

Mas o descaso dos homens,

sem respeito e sem razão,

apagou tua grandeza,

ferindo teu coração.

Tua fachada imponente

o tempo foi consumindo;

cada fenda em tuas paredes

parece estar sempre ouvindo

os ecos de antigas festas,

de risos e oração,

que ainda vivem escondidos

nas sombras do casarão.

Ali nasceram crianças,

cresceram sonhos de amor;

houve bailes, casamentos,

dias de luta e labor.

Em teus salões ecoaram

alegrias e canções;

também serviste de palco

às mais difíceis decisões.

Hoje repousas sozinho,

à beira do velho caminho;

quem passa baixa os olhos,

num gesto de grande carinho.

Pois toda pedra que resta,

toda madeira a ranger,

conta um pedaço da vida

que o tempo não pôde vencer.

Que surja alguém, algum dia,

para tua voz escutar;

quem preserva a própria história

faz seu povo prosperar.

Porque um velho casarão,

mesmo vencido na idade,

continua sendo um templo

da memória e da saudade.


Maria Cezar – Porto Alegre/RS

Velho  Casarão

Por trás das paredes velhas, 

que o tempo foi consumindo, 

repousam vivas lembranças 

que a memória vai florindo.


Quanto mais os anos passam, 

mais admiro tua história, 

teu silêncio ainda conserva 

os capítulos da glória.


Hoje, velho casarão, 

jazes quase abandonado.

Foste abrigo de famílias, 

por muitas mãos habitado.

Mas herdaste o triste descaso 

de quem não soube entender 

que preservar teu passado 

é fazer a vida viver.


Tua imponente fachada

o tempo insiste em ferir;

cada rachadura parece

baixinho se despedir.


Quando passo pela estrada, 

teu vulto chama atenção;

és sentinela esquecida

guardando o próprio chão.


Viste crianças crescendo, 

ouviste cantos e risos;

em teus amplos salões houve festas, 

encontros e muitos sorrisos.


Também foste testemunha

de promessas e decisões;

hoje o silêncio te abraça

entre sombras e estações.


Mesmo ferido pelo tempo, 

teu valor não se desfaz; 

quem conhece tua história 

leva contigo a paz.


Pois um casarão antigo

é mais que pedra e madeira:

é um livro aberto da vida, 

é a alma de uma fronteira.


Maria Cezar POA-RS 

Nenhum comentário:

Postar um comentário